Projeto apoiado pela Fapespa no município de Colares seleciona oficineiros
Matéria publicada em: 09/02/2010

O projeto “Rádio[com]unidade para Educação: Uma conexão com Imaginário” , coordenado pelos pesquisadores e arte-educadores Fernando de Pádua e Bruna Suelen, seleciona profissionais para ministrar oficinas de rádio no município de Colares, na região nordeste do Pará.
Contemplado pelo edital “Infocentro – NavegaPará Ações colaborativas para cidadania diginal”, da Fapespa (Fundação de Amparo à Pesquisa do Pará), o projeto tem como objetivo criar uma rádio web que servirá de laboratório experimental para utilizar a linguagem radiofônica como recurso pedagógico e de inclusão social. Pádua explica que a maior motivação para a criação da rádio web é preservar e estimular a cultura do imaginário local.
Segundo o professor, com o conhecimento da linguagem radiofônica, a comunidade pode revitalizar a Rádio Rosário, emissora da cidade fechada por falta de recursos. “Cheguei em Colares através do concurso da Seduc em 2008 e, trabalhando aqui, implatamos um projeto de rádio na comunidade com os alunos da cidade e das localidades próximas.
Foi quando percebemos a necessidade de preservar o imaginário local e passamos a construir esse projeto para valorizar e resgatar a memória da linguagem oral da localidade”, explica o professor. As oficinas irão trabalhar o texto radiofônico, por meio da narrativa e mitos populares amazônicos, e a locução, através das técnicas de Rádio-novela, além do uso das técnicas de entonação vocal para contar histórias de mitos e folclore local.
As vagas são para oficineiros/pesquisadores que possam permanecer no municipio por um periodo de duas semanas. O projeto financia a passagem, hospedagem, e pagamento de hora/aula, sendo que as oficinas são de 60 h.
Além da preservação da cultura local, Pádua reforça que o projeto fará também a inclusão digital, estreitando a relação da escola com a comunidade para contribuir no fortalecimento das raízes locais e senso crítico dos jovens.
“Com a rádio web fazemos uma forma de inclusão digital e levamos para outros lugares essa vivência ultilizando um cronograma de atividades voltadas para potencializar o alunado ou a comunidade para construir formas de narrar e falar sobre a realidade local, por meio das ferramentas digitais”, argumenta o professor.

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